sexta-feira, 6 de maio de 2016

FDCL lança espaço dedicado à arte e à literatura

Professor Hamilton foi homenageado no evento


Lafaiete foi contemplada com um ambiente dedicado à arte e à literatura. Inaugurado na sexta-feira, dia 8, o espaço está localizado na sede do projeto Caminhos de Conselheiro Lafayette, desenvolvido a partir de uma parceria entre a Faculdade de Direito de Conselheiro Lafaiete (FDCL) e a Liga Ecológica Santa Matilde (Lesma). A sala de artes recebeu o nome do diretor-geral da FDCL, professor Hamilton Junqueira, e a Biblioteca recebeu o nome do poeta Nilo Eustáquio Soares.

 
Professores da FDCL foram prestigiar o evento


Emocionado, o diretor-geral da FDCL, professor Hamilton Junqueira, afirmou que ficou surpreso com a homenagem: “Agradeço por darem à sala de artes o meu nome e também pela medalha recebida. Estou muito feliz por essa homenagem a mim prestada por parte da diretoria de Ensino Extensão e Pesquisa da FDCL e dos integrantes da Lesma. Fiquei bastante sensibilizado e emocionado. Para mim, foi uma surpresa”.

 
Maria Luísa (filha Nilo Eustáquio Soares), Osmir (Lesma), professor Leonardo, professor Hamilton, Wagner (Lesma) e Amilcar Martins


A filha de Nilo Eustáquio Soares, Maria Luísa e Freitas Soares Gonçalves, recebeu a homenagem em nome do pai, já falecido: “Meu pai foi um grande poeta e sonhador. Toda família se sente lisonjeada por mais essa homenagem”. O evento ainda fez parte da programação do Abril Poético 2016, que traz várias atividades para Lafaiete e região. Logo após as inaugurações, foi realizada, na Matriz de Nossa Senhora da Conceição uma Missa Cultural, com a participação da Folia de Reis Comunitária Luz de Minas. Para fechar a noite, o Solar Barão de Suahssuhy recebeu o lançamento do livro “Geraldo Lucindo – Fé, Sonho e Trabalho”.

 
Mesa do lançamento do livro: Geraldo Lucindo, Mauricéia Maia, Lilian Palhares, Amilcar Martins e Waidd Francis


Compondo a mesa de honra no lançamento do livro, o diretor de Ensino, Extensão e Pesquisa, professor Waidd Francis Oliveira agradeceu a todos em nome da FDCL: “Eu me sinto muito satisfeito com mais essa ação do nosso projeto Caminhos de Conselheiro Lafayette. A nossa ideia, com a inauguração desses espaços, é continuar resgatando a simplicidade. Isso sim nos faz bem. O nosso desejo é que esses dois espaços se tornem um ambiente plural, de reuniões e encontros das pessoas comprometidas com a arte, a leitura e a cultura. Gostaria de agradecer a oportunidade desta parceria com a Lesma, nas pessoas do Osmir e do Wagner, que trabalham muito em favor da cultura”.

 
Coral Lesma Poesia Social encantou o público


A secretária de Cultura de Lafaiete, Mauricéia Maia, também agradeceu pelas parcerias “É com muita alegria que recebemos esse evento. O Solar Barão de Suahssuy está sempre aberto para esse tipo de evento, que tanto engrandece e alegra o nosso coração. Parabenizamos a Lesma, que tem feito esse trabalho para desenvolver a arte do ser humano. Parabenizo ao senhor Geraldo pelo lançamento e a FDCL, por apoiar essas ações e por sempre ser parceira das atividades culturais”.

 
O aluno da FDCL, Gildinho Dutra, também abrilhantou as comemorações


Também compondo a mesa, a secretária de Cultura de Congonhas, Lilian Palhares, e o diretor do Instituto Amilcar Martins, Amilcar Martins Filho, agradeceram o convite e se disseram muito encantados com o evento. Já o escritor Geraldo Lucindo agradeceu a consideração em ser homenageado. No sábado, dia 9, também em parceria com a FDCL, foi realizada, no solar, a Palestra “Como escrever a história da sua cidade”, do instituo Amilcar Martins.

 
Um grande público participou dos eventos


 
A missa cultural também fez parte da programação


 
O espaço será aberto à comunidade



A palestra “Como escrever a história da sua cidade” também contou com a parceria da FDCL

segunda-feira, 14 de março de 2016

Projeto Viva Nascente, da FDCL, lança seu segundo vídeo


Visando conscientizar a população, o projeto Viva Nascente, da Faculdade de Direito de Conselheiro Lafaiete (FDCL), acaba de criar mais um produto. O segundo vídeo lançado pelo projeto conta a história da cachorrinha Bilica, que foi abandonada por seus donos. O objetivo é fazer com que todos reflitam antes de adotar ou comprar um animal, mostrando as consequências de não se amadurecer corretamente a decisão: “Tratamos da problemática do abandono dos animais. Por mais que existam leis para evitar, isso acontece muito. As pessoas não têm consciência de quanto trabalho dá ter um animal em casa e normalmente acabam confundindo eles com um brinquedo; esquecendo todas as necessidades que eles têm”, contaram os pesquisadores do projeto.

Com o roteiro elaborado pelas alunas Nayara Leijoto Gonçalves e Dayane Antonaci Moreira Gonçalves e imagens de Sérgio Luiz Milagres, o vídeo se destina a todas as pessoas, sejam elas amantes dos animais ou não: “Abandonar animal não causa somente a tristeza de quem gosta deles, mas do próprio bicho de estimação. Esse é também um problema social. Nos esforçamos para criar uma história simples, mas que represente o que realmente acontece no dia a dia. E para deixar mais marcado o mal que isso faz, decidimos mostrar tudo na visão do próprio cachorrinho”, contaram.

O vídeo também contou com várias participações: “Tivemos a ajuda de muitas pessoas. Como o professor Waidd, sempre disponível, nos deu boas ideias para resolver os pequenos problemas. ATayná Aparecida, que agora faz parte do projeto também, nos ajudou muito, inclusive interpretando uma parte. O Kennedy Magalhães ajudou a gravar e fez a parte do malvado que abandona os animais. Não menos importante, a Letícia Godoy e da sua filha, Beatriz, que com muita paciência gravaram todos os áudios que deixaram o vídeo um charme”, detalharam.
Nayara e Dayane produziram o roteiro do filme
Dayane, Nayara e Sérgio também consideram que o vídeo vai ajudar na conscientização sobre o trabalho que dá ter um bicho de estimação: “Não é simples e os gastos não são poucos. Esperamos que as pessoas decidam ajudar adotando um, mas não de maneira precipitada: precisam pensar no esforço que deverão ter. Lembrando que sempre vale a pena adotar: os animais ficam muito felizes e trazem muita alegria para as nossas vidas. Acreditamos que o vídeo é só um primeiro passo para começar a melhorar a situação que temos à nossa volta. Se esse vídeo salvar ao menos um cachorrinho, já vai ter valido a pena”.

O diretor-geral, professor Hamilton Junqueira, parabenizou os alunos pela iniciativa e pelo belíssimo trabalho: “Quando vemos o resultado dos nossos grupos de pesquisa ficamos muito felizes. Eles ajudam a aproximar cada vez mais a FDCL da sociedade”, pontua. O primeiro vídeo do projeto Viva Nascente tem como tema “Mudanças para melhorar o meio ambiente” e pode ser assistido na fanpage www.facebook.com.br/faculadefdcl. O novo vídeo também será disponibilizado no site.

Saiba mais

Pensando também na interdisciplinaridade dos projetos, o vídeo produzido pelas pesquisadoras do projeto Viva Nascente será utilizado no projeto Direito nas Escolas, em que os professores da FDCL vão às escolas para ministrar palestras. Podem participar do projeto “Direito nas Escolas” instituições de ensino da rede pública e privada. Para conhecer mais sobre o projeto e agendar as palestras é só entrar em contato com o Núcleo de Extensão e Pesquisa (NEP), por meio dos telefones 3769-1919 e 8634-1240, ou do e-mail nepfdcl@gmail.com.


A FDCL também possuí outros projetos de extensão voltados para a as escolas e a sociedade em geral. Acesse o blog nepfdcl.blogspot.com e conheça todos eles.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

FDCL apoia projeto que valoriza a cultura afro-brasileira

Makota Guialomim fundou o projeto
Arerê para quebrar preconceitos
Dentro do projeto de promoção da igualdade étnico-racial e minorias, a Faculdade de Direito de Conselheiro La­faiete (FDCL) busca divulgar os grupos e projetos que resgatam e valorizam a cultura afro-brasileira. Em Lafaiete, há diversas pessoas que trabalham com o objetivo de resgatar e manter a cultura afro-brasileira, como Eva Lúcia Oliveira Fer­reira, presidente do Grupo de Cultura Arerê-CL e funcionária do Núcleo de Práticas Jurídicas da FDCL (NPJ). Ela criou, em 2013, o “Arerê: Cultura, História e Meio Ambiente”, diante da necessidade de lutar contra a intolerância religiosa. No Can­domblé, Eva é chamada Makota Guialomim - Makota é o cargo de quem prepara os orixás para as danças e tudo que for relacionado a eles, e Guialomim é o nome que foi lhe dado pelos orixás em Bantu (linguagem africana).

Makota Guialomim explica como nasceu o grupo: “O Arerê surgiu por uma questão de intolerância religiosa, quando meu terreiro foi denunciado aos Bombeiros. Hoje, nos adequamos a todas as exigências e seguimos fortes. O primeiro encontro foi realizado com o apoio da Secretaria Mu­nicipal de Cultura de Lafaiete, onde foi cedido o Teatro Municipal, em 28 de setembro de 2013, para realização de uma palestra. O tema foi “Políticas públicas para povos de terreiro”, ministrada pela coordenadora do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileira (Cenarab), Ma­kota Celinha Gon­çalves Souza”, explicou.

O objetivo, segundo Makota Guialomim, é resgatar e divulgar a cultura afro-brasileira: “Assim como a importância e sabedoria junto às ervas, que hoje auxiliam muitos pesquisadores. Um trabalho reconhecido e feito, muitas vezes, com o povo de terreiro que é grande conhecedor nesta área. Lutar contra o preconceito e a desigualdade racial e ao direito à liberdade de reconhecimento e de crença, como prescrito na Lei 12.288/10 [lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial]”, explicou.

Objetivos e conquista

Entre as conquistas do Arerê, Makota Guialomim destaca algumas apresentações como 1° Encontro Cultural para Po­vos de Terreiro e Fórum da Igualdade Ra­cial em nossa cidade, em 2013; apresentação na praça Barão de Queluz – mês da Consciência Negra, em 2014. No ano passado, o grupo realizou apresentações em outras cidades e também em outros estado, como o 10º Encontro do Fórum da Igualdade Racial, em Espera Feliz (MG) e 1° Seminário Nacional de Povos de Comunidades Tradicionais de Terreiro, em Teresina (PI).

O projeto Arerê ainda busca alcançar alguns objetivos, como aprovação de um projeto junto a Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete, para a realização de uma oficina profissionalizante com aprendizados culturais; apresentar às secretarias de Igualdade Racial e Direitos Humanos, o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e conquistar uma biblioteca.

Diretoria do Arerê

Segundo Makota Guialomim, hoje, seguindo o estatuto da entidade, o projeto conta com 11 pessoas e vários colaboradores: Eva Lúcia Oliveira Ferreira (presidente), Francisco Soares da Silva (vice-presidente), Alice Rodrigues Vieira (1ª secretária), Ronan dos Santos Vieira (2º secretário), Nayara Mara Ferreira Gonçalves (1° tesoureira), Bruno Arides Batista Ciriaco (2º tesoureiro), Osmir Camilo Gomes, Wagner José Vieira, Márcia Aparecida Rocha (efetivos do Conselho Fiscal) e Nicia Silva e Margarete Lucia Manoel Machado (suplentes).

Para obter mais informações sobre o Arerê, entre em contato com a Makota Guialomim pelo e-mail: grupoarerecl@hotmail.com, ou pelos telefones (31) 3762-0606, 98627-4858, 98832-5919.


A Faculdade de Direito produziu um vídeo sobre o projeto Arerê, que será disponibilizado na página www.facebook.com.br/faculdadefdcl